Um pesquisador de segurança digital revelou que o navegador Google Chrome está baixando automaticamente um arquivo de 4GB relacionado a inteligência artificial (IA) nos dispositivos dos usuários, sem qualquer solicitação ou autorização prévia.
Segundo a denúncia, o arquivo em questão reaparece no sistema mesmo após ser excluído manualmente pelo usuário, o que levanta sérias questões sobre privacidade, uso de recursos e transparência por parte da empresa.
Como o problema foi descoberto?
O pesquisador, que atua na área de cibersegurança, identificou o comportamento incomum durante uma análise de rotina em seu dispositivo. Ao verificar o consumo de espaço em disco, notou a presença de um arquivo oculto de grande porte, identificado como relacionado ao modelo de linguagem da IA do Chrome.
Após remover o arquivo, o pesquisador observou que ele era baixado novamente pelo navegador em questão de horas, sem que nenhuma ação adicional fosse tomada pelo usuário.
Repercussões e possíveis riscos
O incidente destaca preocupações sobre como grandes empresas de tecnologia lidam com dados e recursos dos usuários. Especialistas em privacidade alertam que:
- O download automático sem consentimento pode consumir rapidamente o espaço de armazenamento, especialmente em dispositivos com capacidade limitada;
- A prática levanta dúvidas sobre o que exatamente está sendo baixado e como esses dados são utilizados pela empresa;
- Não há clareza sobre se o arquivo contém informações sensíveis ou se está sendo compartilhado com terceiros.
"Este tipo de comportamento é preocupante, pois normaliza a coleta de dados sem transparência. Os usuários devem ter controle total sobre o que é instalado em seus dispositivos", afirmou o pesquisador em comunicado.
Posicionamento do Google
Até o momento, a empresa não se manifestou oficialmente sobre o caso. No entanto, é comum que atualizações do Chrome incluam novos componentes ou modelos de IA para melhorar a experiência do usuário, como recursos de preenchimento automático ou sugestões de pesquisa.
Especialistas sugerem que os usuários verifiquem regularmente os arquivos ocultos em seus dispositivos e considerem desativar atualizações automáticas do navegador, caso se sintam desconfortáveis com essa prática.