Lainey Wilson é um nome que, mesmo fora do universo country, muitos já ouviram. A artista, vencedora do Grammy, acumula 16 prêmios da Academy of Country Music e nove da Country Music Association, incluindo o de Entertainer of the Year em 2023 e 2025. Sua influência foi tão grande que o roteirista Taylor Sheridan criou um papel especialmente para ela na última temporada de Yellowstone, interpretando um interesse amoroso de Ryan (Ian Bohen), personagem que refletia seu estilo autêntico e incluiu performances de suas próprias músicas.

Agora, o público terá a chance de conhecer mais sobre sua trajetória com o documentário Lainey Wilson: Keepin’ Country Cool, produzido pela Netflix. Dirigido por Amy Scott — responsável por documentários como Sheryl, Melissa Etheridge: I’m Not Broken e Counting Crows: Have You Seen Me Lately —, o filme acompanha a transformação de Wilson, que saiu de uma vida em um trailer para se tornar uma das maiores estrelas do country.

Um retrato da dedicação e autenticidade

Durante o SXSW 2026, Amy Scott falou ao Den of Geek sobre o processo de produção e o que a levou a se interessar pela história de Wilson.

"Artistas e músicos são fascinantes para mim. Gosto de entender como eles trabalham, como criam suas obras e como levam vidas tão únicas."

Scott não conhecia profundamente o trabalho de Wilson antes de iniciar o projeto, mas foi rapidamente conquistada por sua ética de trabalho e carisma.

"Eu não conhecia muito do trabalho dela antes do filme. Mas 'country' é uma palavra que carrega muitos significados históricos. Eu era fã de country, mas mais do estilo antigo. Não estava tão familiarizada com ela. Depois de passar tanto tempo com ela, passei a amar sua música. Acho que ela é uma artista incrível. Tem tudo."

Da estreia ao estrelato: a trajetória de Lainey Wilson

Wilson lançou seu primeiro álbum em 2014, mas só assinou com uma grande gravadora cinco anos depois. Seu primeiro single número 1, "Things a Man Oughta Know", foi lançado em 2020. Agora, segundo Scott, era o momento ideal para contar sua história.

"Alguns produtores tiveram a ideia e, ao se reunirem com a equipe de Lainey, perceberam que este poderia ser um ano interessante para capturar sua rápida ascensão. Esses momentos são passageiros, e um artista só permite que você entre em seu mundo e seja vulnerável quando está decolando."

Embora Wilson não tenha participado das decisões criativas do documentário ou das filmagens diárias, Scott destaca que a cantora e sua equipe foram extremamente colaborativas.

"Ela não esteve envolvida em nenhuma decisão criativa do filme. Não queremos que alguém diga o que filmar ou não. Ela é muito acessível e aberta, permitindo que nossa pequena equipe — composta por documentaristas incríveis — entrasse em seu mundo."