O Bitcoin voltou a operar próximo aos US$ 82 mil, reabrindo discussões sobre a possibilidade de uma nova máxima histórica. No entanto, a moeda ainda está cerca de 30% abaixo do recorde de US$ 126.198, atingido em 6 de outubro de 2025, segundo dados de mercado.

Para superar essa barreira, o BTC precisaria de um ganho de aproximadamente 54%, o que torna o caminho até a nova máxima desafiador. A demanda por ETFs de Bitcoin tem sido um fator-chave, com entradas líquidas diárias de centenas de milhões de dólares nos últimos dias. No entanto, especialistas alertam que o antigo recorde deve ser visto como uma zona de oferta a ser superada, e não como um nível automático de preço.

ETFs de Bitcoin: o que os dados recentes mostram?

Os fluxos recentes de ETFs de Bitcoin nos EUA reforçam a tese de alta. Segundo a Farside Investors, os ETFs registraram entradas líquidas de US$ 629 milhões em 1º de maio, US$ 532 milhões em 4 de maio e US$ 467 milhões em 5 de maio. Esses números indicam uma demanda institucional crescente, capaz de absorver a pressão de venda de investidores que buscam sair próximo ao ponto de equilíbrio.

O BlackRock iShares Bitcoin Trust segue como um dos principais veículos de exposição regulamentada ao Bitcoin, demonstrando que a demanda por ETFs não é apenas uma abstração de tela de trading. Contudo, os analistas destacam que essa demanda pode enfraquecer rapidamente diante de pressões macroeconômicas ou quando os detentores vendem em alta mais rápido do que novos capitais entram no mercado.

Qual é o próximo passo para o Bitcoin?

O primeiro teste imediato para o Bitcoin é a consolidação da faixa entre US$ 82 mil e US$ 83 mil. Se essa região se tornar um suporte sólido, o próximo alvo seria os US$ 90 mil. Caso contrário, o risco de uma nova queda permanece.

Segundo projeções, o Bitcoin poderia atingir uma nova máxima histórica entre o terceiro e quarto trimestres de 2026, desde que cumpra três condições:

  • Estabilize a faixa de US$ 82 mil-US$ 83 mil como suporte;
  • Supere os US$ 90 mil;
  • Recupere os US$ 100 mil com fluxos positivos de ETFs.

Além disso, o fundo do mercado deve ser encarado como um processo, e não como uma data específica. A primeira zona de suporte nesse processo está entre US$ 65 mil e US$ 70 mil. Se essa região falhar, o risco de novas quedas aumenta.

Cenário macroeconômico e riscos

O atual ciclo do Bitcoin é diferente dos anteriores devido à presença dos ETFs, que oferecem acesso regulamentado ao ativo. No entanto, a volatilidade ainda é alta, e fatores externos, como pressões geopolíticas ou mudanças nas políticas monetárias, podem impactar rapidamente a demanda.

Os investidores devem acompanhar de perto a capacidade do Bitcoin de manter o suporte em US$ 82 mil-US$ 83 mil e o ritmo das entradas nos ETFs. Se esses elementos se mantiverem positivos, a probabilidade de uma nova máxima histórica até o final de 2026 aumenta significativamente.