Desenvolvedores do Ethereum trabalham no Círculo Polar Ártico para escalar a rede

Uma das equipes mais importantes por trás do Ethereum, composta por cerca de 100 desenvolvedores, concluiu uma semana de trabalho intenso no arquipélago de Svalbard, na Noruega, localizado a 78 graus ao norte — região onde o sol nunca se põe nesta época do ano. O encontro, chamado de Soldøgn interop, teve como foco a atualização Glamsterdam, que promete aumentar significativamente a capacidade da rede.

Principais conquistas da semana

Ao final da semana, a equipe estabeleceu um limite mínimo de gás de 200 milhões para a rede pós-Glamsterdam. Essa medida é crucial, pois determina quantas transações a blockchain pode processar por bloco. Quanto maior o limite, maior a capacidade de processamento sem congestionamento, fortalecendo o Ethereum como uma infraestrutura global para sistemas financeiros.

Além disso, os desenvolvedores estabilizaram as implementações de block builders externos e finalizaram os números de reprice para a EIP-8037. Tim Beiko, pesquisador da Ethereum Foundation, destacou que semanas como essa podem condensar um mês de progresso em apenas alguns dias.

Impacto no mercado e nas vendas de ETH

O Ether (ETH) atualmente é negociado a US$ 2.377, ainda 50% abaixo do pico de agosto de 2024, quando atingiu US$ 4.946. No entanto, o ativo registrou um crescimento de 14% nos últimos 30 dias, segundo dados da CoinGecko.

Enquanto isso, a Ethereum Foundation realizou mais uma venda de ETH para financiar o desenvolvimento da rede. Na sexta-feira, foram vendidos 10 mil ETH para a Bitmine Immersion Technologies por cerca de US$ 23 milhões, a um preço médio de US$ 2.292 por moeda. Essa foi a terceira transação do tipo entre as duas empresas.

Em março de 2024, a fundação já havia vendido 5 mil ETH para a Bitmine a US$ 2.043 por unidade. Na semana passada, outra venda de 10 mil ETH foi realizada a US$ 2.387. Além disso, a fundação também vendeu 10 mil ETH para a Sharplink, outra empresa especializada em reservas de criptomoedas.

Bitmine reforça posição como maior detentora corporativa de ETH

A Bitmine, liderada pelo analista financeiro Tom Lee, não demonstrou sinais de recuo, mesmo com a queda no preço do ETH. Na semana passada, a empresa anunciou a maior compra de ETH do ano: 101.901 ETH, avaliados em cerca de US$ 235 milhões. Com isso, suas reservas superam 5 milhões de ETH, consolidando sua posição como a maior detentora corporativa da moeda.

Apesar de ter comprado grande parte de seu ETH em preços mais altos, a Bitmine acumula prejuízos não realizados de mais de US$ 6 bilhões com as atuais cotações.

"Nas melhores semanas de interop, é possível condensar um mês de progresso assíncrono em apenas um dia."

Os recursos provenientes das vendas de ETH pela Ethereum Foundation serão destinados ao financiamento de pesquisas, concessões e outros projetos essenciais para o desenvolvimento da rede, incluindo os avanços discutidos em Svalbard.

Fonte: DL News