A terceira missão do foguete New Glenn, da Blue Origin, teve um início promissor: nos primeiros 15 minutos de voo, a empresa comemorou o lançamento bem-sucedido de um foguete reutilizado, que pousou com precisão em uma balsa no mar. No entanto, a comemoração durou pouco. O estágio superior do veículo apresentou uma falha crítica, resultando na perda do satélite AST SpaceMobile, que deveria ser injetado em órbita baixa.
Ainda não há detalhes oficiais sobre a causa exata do problema, mas relatos preliminares indicam um defeito em uma válvula, um tipo de falha recorrente na indústria aeroespacial. A Blue Origin ainda não se pronunciou publicamente sobre o ocorrido.
Enquanto isso, no Canadá, o governo anunciou um investimento de US$ 200 milhões ao longo de dez anos para a Maritime Launch Services, destinados à construção de uma plataforma de lançamento espacial na Nova Escócia. O anúncio, feito pelo ministro da Defesa Nacional, David McGuinty, foi classificado como um marco histórico para o setor espacial canadense.
No entanto, a iniciativa tem gerado resistência entre moradores locais. Marie Lumsden, uma residente da região, publicou uma foto de uma pequena plataforma de concreto no fim de uma estrada de cascalho — que seria, segundo ela, a totalidade do futuro espaçoporto. Em resposta, moradores formaram o grupo Action Against the Canso Spaceport, expressando preocupações sobre os impactos ambientais e a segurança do projeto.
O debate sobre a viabilidade da base espacial na Nova Escócia deve continuar nos próximos meses, enquanto a Blue Origin investiga a falha no New Glenn e o governo canadense avança com os planos de infraestrutura.