O apresentador e comediante Jon Stewart voltou a criticar o papel da mídia corporativa em facilitar conflitos armados, citando desde a Guerra do Iraque até a atual tensão entre os Estados Unidos e o Irã.

Em seu programa The Weekly Show, exibido na última quinta-feira (14), Stewart analisou como a cobertura jornalística pode influenciar — e até mesmo incentivar — a escalada de guerras. Segundo ele, a mídia muitas vezes prefere períodos de conflito, pois geram mais audiência e narrativa dramática.

Durante o bate-papo com a jornalista Amy Goodman, âncora do Democracy Now!, Stewart afirmou que a mídia corporativa atua como um ‘lubrificante’ para guerras, reduzindo as resistências e facilitando a aceitação pública de conflitos.

‘Sempre senti que, no caso do Iraque, havia dentro do ambiente da mídia corporativa a ideia de que a guerra é mais interessante do que a paz. Ela é uma boa história, com um roteiro de tensão e construção. Não estou dizendo que eles criam a guerra, mas criam um lubrificante que reduz as fricções, facilitando sua aceitação.’

As declarações de Stewart ganham relevância em meio a recentes tensões entre EUA e Irã. Embora um cessar-fogo esteja em vigor há semanas, o ex-presidente Donald Trump voltou a ameaçar com uma nova ofensiva militar caso o Irã não aceite os termos de um acordo proposto.

Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que, se o Irã não ceder, ‘os bombardeios recomeçarão, em um nível muito mais intenso do que antes’. Goodman, que participou do programa, endossou a crítica de Stewart sobre a mídia em tempos de guerra.

‘Em tempos de conflito, a mídia tende a se alinhar automaticamente ao governo. Basta ver o que o presidente Trump disse no fim de semana: questionar a guerra ou afirmar que os EUA estão perdendo seria considerado traição.’

O episódio completo de The Weekly Show está disponível no vídeo acima.

Fonte: The Wrap