A torcida lotou o Place Bell em Laval, Quebec, para o primeiro jogo das semifinais da PWHL. O clima era de tensão máxima, como uma corda de violão prestes a se romper. O Montreal Victoire, time que jamais havia vencido mais de uma partida em uma série de playoff — e muito menos uma série inteira — enfrentaria o Minnesota Frost, único campeão da Walter Cup na história da liga.

A expectativa era imensa. Todos no ginásio pareciam prender a respiração, aguardando um desfecho histórico que pudesse reescrever o destino da equipe. Mas o começo não foi fácil: o Minnesota abriu o placar duas vezes antes do primeiro intervalo. A confiança da torcida, e até a minha, começou a se esvair lentamente.

Foi então que, menos de três minutos após o reinício do segundo período, Shiann Darkangelo entrou em ação. A jogadora aproveitou o caos na frente da meta adversária e marcou o primeiro gol do Victoire. Não foi um empate, mas foi o sinal de que, mesmo diante de montanhas íngremes, cada passo conta. A reação da torcida foi uma mistura de alívio e comemoração, como se todos soubessem que aquele era apenas o começo de algo maior.

Fonte: Defector