Os jogos eletrônicos existem para serem jogados — ou pelo menos era assim antes da ascensão dos streamers. Esses criadores de conteúdo constroem suas carreiras transmitindo partidas ao vivo, influenciando milhões de pessoas a experimentar novos títulos. No entanto, nem todos os games são feitos para serem jogados individualmente.

Alguns são projetados para causar horror, tensão ou frustração, e é justamente essa experiência compartilhada que atrai o público. Outros dependem de dinâmicas sociais ou multiplayer caótico, onde a personalidade dos jogadores — ou dos streamers — é o grande atrativo. Confira 15 jogos que só se tornaram populares graças às transmissões ao vivo:

Jogos de terror e reações

  • Phasmophobia: Um dos favoritos entre streamers de terror cooperativo. A combinação de jogabilidade assustadora, reações ao vivo e interação por voz torna o jogo perfeito para transmissões, mantendo o público grudado na tela.
  • Lethal Company: Mistura tensão e humor em um ambiente de trabalho assustador. As situações imprevisíveis e encontros com inimigos criam momentos altamente compartilháveis, impulsionando sua popularidade nas plataformas de streaming.
  • Poppy Playtime: Um jogo de terror episódico que ganhou força graças aos conteúdos de reação. Streamers destacaram seus sustos e a narrativa misteriosa, ampliando seu alcance.
  • Five Nights at Freddy’s: Tornou-se um fenômeno após viralizar no YouTube e em transmissões ao vivo. Seus sustos repentinos e teorias sobre a lore do jogo incentivaram discussões online e reações ao vivo.
  • Devour: Um jogo de terror cooperativo com ritmo intenso e trabalho em equipe. As reações dos jogadores durante as partidas ao vivo são tão envolventes que o título se destacou rapidamente entre os streamers.
  • Content Warning: Criado para ser gravado e compartilhado, este jogo de terror aproveita a cultura de reações e memes da internet, tornando-se um sucesso instantâneo nas transmissões.

Jogos de frustração e espetáculo

  • Only Up!: Ganhou atenção quase exclusivamente por meio de clipes de jogadores tentando — e falhando — em subir obstáculos difíceis. Sua popularidade vem da frustração e do espetáculo, mais do que de uma experiência de jogo tradicional.
  • Getting Over It with Bennett Foddy: Tornou-se um clássico das transmissões graças à sua dificuldade punitiva e às reações emocionais dos jogadores. Assistir streamers lutando contra o jogo tornou-se parte essencial de sua identidade.

Jogos caóticos e multiplayer

  • Among Us: Lançado em 2018, o jogo só explodiu em 2020 após streamers o adotarem. Seu sistema de dedução social brilha em grupos, tornando-o especialmente divertido de assistir.
  • Fall Guys: Ultimate Knockout: Ganhou tração com seus mini-jogos coloridos e caóticos. Partidas curtas e resultados imprevisíveis o tornaram ideal para streaming, contribuindo para seu sucesso inicial.
  • Human: Fall Flat: Seu gameplay baseado em física cria momentos imprevisíveis e frequentemente hilários. Essas características o tornaram perfeito para sessões de streaming em grupo, onde a diversão é compartilhada.
  • Gang Beasts: Baseia-se em lutas multiplayer caóticas e física exagerada. Seu apelo vem das interações não roteirizadas e cômicas entre jogadores, que viralizaram nas plataformas de streaming.
  • Goat Simulator: O design glitchado e caótico do jogo o tornou perfeito para clipes virais. Streamers destacaram seus momentos imprevisíveis e cômicos, impulsionando sua popularidade.

O poder dos streamers na indústria

Os criadores de conteúdo não apenas influenciam quais jogos são jogados, mas também como eles são percebidos. Um jogo pode ser tecnicamente brilhante, mas sem a exposição certa, pode passar despercebido. Por outro lado, títulos com mecânicas simples ou até defeituosas podem se tornar fenômenos culturais graças à criatividade dos streamers.

Além disso, a interação ao vivo cria uma conexão única entre os jogadores e o público. Assistir alguém jogar — especialmente quando a experiência é intensa, engraçada ou frustrante — gera um senso de comunidade. É por isso que jogos como Phasmophobia ou Lethal Company não são apenas jogados, mas vivenciados junto com os espectadores.

No final das contas, os streamers redefiniram o que significa 'jogar um jogo'. Não se trata apenas de concluir uma missão ou derrotar um chefe, mas de compartilhar a experiência — seja pela risada, pelo susto ou pela pura emoção de ver alguém lutar contra um desafio impossível.