SÃO FRANCISCO — A Apple está prestes a entrar em uma nova fase. Em setembro, Tim Cook deixará o cargo de CEO após 13 anos à frente da empresa, sendo substituído por John Ternus, atual chefe de hardware da companhia.
A transição vai além de uma simples troca de liderança. Representa o fim de uma era em que a Apple era guiada por executivos escolhidos diretamente por Steve Jobs, seu fundador. Com a saída de Cook, restam poucos líderes que fizeram parte do círculo mais próximo de Jobs.
Entre os remanescentes está Eddy Cue, vice-presidente sênior de serviços, que ingressou na Apple em 1989. Cue já descreveu Jobs como um "membro da família" para ele. Outro nome histórico é Phil Schiller, executivo de marketing de longa data.
O legado de Cook e os desafios de Ternus
Cook assumiu o comando em 2011, após a morte de Jobs, e liderou a Apple em um período de crescimento recorde, com recordes de receita e valor de mercado. No entanto, nos últimos anos, a empresa tem enfrentado pressões por inovação, especialmente no setor de hardware, onde enfrenta concorrência acirrada.
"A Apple sempre foi uma empresa de pessoas, não de cargos. Tim Cook construiu uma cultura que prioriza a excelência e a inovação."
— Analista de tecnologia, citando a importância da liderança na empresa.
O que esperar da nova gestão
Com Ternus à frente, a expectativa é de que a Apple intensifique os investimentos em hardware, área pela qual ele é responsável atualmente. Especialistas acreditam que a empresa pode acelerar o desenvolvimento de novos produtos, como chips e dispositivos.
- Foco em hardware: Ternus tem experiência em gerenciar a divisão de hardware, o que pode impulsionar inovações em iPhones, Macs e outros dispositivos.
- Inovação em chips: A Apple já é conhecida por seus chips próprios, e a liderança de Ternus pode acelerar ainda mais esse segmento.
- Expansão de serviços: Eddy Cue continuará à frente dos serviços, como Apple Music e iCloud, mantendo a estratégia de ecossistema da empresa.
A transição ocorre em um momento crucial para a Apple, que busca se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo. Enquanto Cook deixa um legado de crescimento e estabilidade, Ternus terá o desafio de levar a empresa a novos patamares.