Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos atualizaram as informações sobre três surtos de Salmonella resistente a antibióticos associados ao contato com aves de fundo de quintal, como patos e galinhas. Até o momento, foram registrados 184 casos em 31 estados, com 53 hospitalizações e uma morte confirmada em Washington.
Os surtos começaram a ser monitorados em abril, quando o CDC alertou sobre uma cepa de Salmonella resistente à fosfomicina, um antibiótico comumente usado no tratamento da infecção. Na ocasião, 34 pessoas haviam sido infectadas em 13 estados, com 13 hospitalizações. Agora, os números cresceram significativamente.
Números alarmantes e perfil dos afetados
Segundo o último boletim do CDC, divulgado em 14 de maio, 25% dos infectados são crianças menores de 5 anos, grupo considerado especialmente vulnerável devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento. O número total de casos subiu de 34 para 184, enquanto as hospitalizações passaram de 13 para 53.
Um dado preocupante é que o maior surto está diretamente ligado ao contato com patos, segundo o CDC. Além disso, os casos se espalharam para 31 estados, um aumento de 18 em relação ao último relatório, abrangendo desde o Meio-Oeste até a costa do Pacífico.
Distribuição geográfica e estados mais afetados
Os estados com maior número de casos confirmados são:
- Kentucky: 22 casos;
- Michigan: 21 casos;
- Washington: 9 casos (único estado com registro de morte).
Outros estados como Texas, Califórnia e Oregon também apresentam casos, indicando uma disseminação ampla e rápida do patógeno.
O que fazer para se proteger?
O CDC recomenda medidas preventivas para evitar a infecção por Salmonella, especialmente em crianças e idosos:
- Lavar as mãos com água e sabão após manusear aves ou seus ambientes;
- Evitar beijar ou abraçar patos e galinhas;
- Manter as aves longe de áreas onde são preparados alimentos;
- Cozinhar ovos e carne de aves completamente antes do consumo;
- Consultar um médico em caso de sintomas como diarreia, febre e cólicas abdominais.
Os sintomas da infecção geralmente aparecem entre 6 horas e 6 dias após a exposição e podem durar até uma semana. Em casos graves, a doença pode exigir internação hospitalar.