Dupla estreia de Chandler Levack
A diretora Chandler Levack realiza um feito raro no cinema: nesta semana, estreia dois filmes no mesmo dia, 17 de abril. Mile End Kicks, um indie teatral sobre uma jovem crítica musical ambiciosa, e Roommates, comédia da Netflix que acompanha a amizade em colapso de duas universitárias, mostram sua habilidade em transformar situações constrangedoras da juventude em narrativas cativantes.
Personagens imperfeitas e aprendizados da vida
Levack constrói suas histórias em torno de heroínas imperfeitas, que nem sempre tomam as melhores decisões, mas precisam viver experiências para aprender. Seja perseguindo sonhos em uma nova cidade ou aprendendo a se impor, seus filmes exploram os erros da juventude com leveza e sensibilidade.
Trajetória da diretora
Após trabalhar com videoclipes nos anos 2010, Levack estreou no curta-metragem We Forgot To Break Up, que uniu sua paixão por relações complicadas e música. Na trama, um ex-gerente de banda retorna após anos afastado e enfrenta resistência de antigos amigos, mas uma apresentação ao vivo sugere que laços podem ser reavivados.
Em 2022, seu longa I Like Movies mergulhou em situações sociais delicadas. A história acompanha Lawrence, um adolescente obcecado por cinema, que sonha em ingressar em uma escola de cinema, mas suas atitudes o afastam das pessoas ao redor. Um momento marcante é quando ele confessa a um amigo que o vê apenas como um "amigo temporário" até a faculdade, em uma conversa dolorosa durante uma noite de jogos.
Novos desafios: 'Roommates'
O ciclo de aprendizados da juventude continua em Roommates, onde Devon, uma caloura tímida, conhece Celeste, uma colega mais velha e imprevisível. O que começa como uma promessa de amizade rapidamente se transforma em um relacionamento tóxico, com Celeste aproveitando-se financeiramente de Devon e ignorando limites básicos.
Diversidade e representatividade no cinema
Os filmes de Levack destacam-se por trazer à tona temas como amizade, autodescobrimento e os desafios da juventude, especialmente sob a perspectiva de mulheres jovens. Suas narrativas, embora pessoais, conectam-se com experiências universais, reforçando a importância de dar voz a novas diretoras e personagens femininas no cinema contemporâneo.