O especialista em Bitcoin Jason Lowery, ex-diretor adjunto de Tecnologia e Inovação da Força Espacial dos Estados Unidos e autor do livro Softwar: A Novel Theory on Power Projection and the National Strategic Significance of Bitcoin, foi nomeado Assistente Especial do Comandante do Comando Indo-Pacífico dos EUA (USINDOPACOM).
Em um comunicado no LinkedIn, Lowery afirmou que sua nomeação é uma honra e que, no novo cargo, irá assessorar diretamente o Comandante Combatente sobre prioridades estratégicas relacionadas ao Departamento de Defesa e à região do Indo-Pacífico. Ele declarou:
"É uma responsabilidade humilde em um momento crítico para a postura de segurança nacional. Sou grato pela confiança depositada em mim para apoiar esse nível de liderança e animado para contribuir com a missão."
Lowery ganhou destaque no universo Bitcoin ao defender que a criptomoeda representa uma nova fronteira em tecnologia militar e defesa. Segundo sua tese, o poder não é projetado por meio de balas, mísseis ou drones, mas pelo controle do hashing power — a capacidade computacional que governa o protocolo de prova de trabalho (Proof of Work) do Bitcoin. Quem dominar essa capacidade pode garantir a confirmação de suas transações e, em casos extremos, até interferir na confirmação de transações de inimigos.
Sua nomeação ocorre dias após o Irã anunciar que aceitaria Bitcoin como pagamento para garantir passagem segura pelo Estreito de Ormuz. Embora não haja relatos de que a medida tenha sido implementada, a proposta ganhou repercussão internacional e chegou ao conhecimento de autoridades em Washington. O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo do Golfo, é uma região estratégica monitorada pelo CENTCOM, divisão do Departamento de Defesa dos EUA responsável pelo Oriente Médio.
O timing da nomeação de Lowery reforça o reconhecimento do valor estratégico do Bitcoin na geopolítica. Ele passará a assessorar um comando que abrange regiões como a China, o Oceano Índico e o Oceano Pacífico — áreas que dependem fortemente do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz. Dados indicam que, antes da guerra, a China importava 42% de seu petróleo de países do Golfo afetados pela região.