Colisão prevista para 5 de agosto
Um estágio superior de um foguete Falcon 9, lançado há quase sete anos, deve colidir com a Lua em 5 de agosto de 2025, às 2h44 (horário de Brasília). Segundo o astrônomo Bill Gray, responsável pelo software Project Pluto — amplamente utilizado para rastrear objetos próximos à Terra —, o impacto ocorrerá na face visível do satélite natural.
Detalhes técnicos do foguete
O estágio superior do Falcon 9, com 13,8 metros de altura e 3,7 metros de diâmetro, atingirá a superfície lunar a uma velocidade superior a 8.000 km/h. Por não possuir atmosfera, a Lua não oferecerá resistência, fazendo com que o objeto atinja o solo intacto.
Por que isso está acontecendo?
O foguete foi lançado em fevereiro de 2015 pela SpaceX como parte da missão DSCOVR, que tinha como objetivo monitorar o clima espacial. Após cumprir sua função, o estágio superior foi deixado em uma órbita instável ao redor do sistema Terra-Lua, resultando em uma trajetória de colisão inevitável.
Impacto será visível da Terra?
Gray esclarece que, embora o evento ocorra no lado visível da Lua, o impacto não será observável por telescópios terrestres. A ausência de uma atmosfera lunar e a provável formação de uma cratera pequena tornam a detecção extremamente difícil.
Oportunidade científica
Apesar da impossibilidade de observação direta, a colisão oferece uma oportunidade única para cientistas estudarem a composição do solo lunar. A análise da cratera formada pode fornecer dados valiosos sobre a estrutura interna da Lua e os efeitos de impactos espaciais.
"Este é um evento raro que pode ajudar a entender melhor a dinâmica de colisões no espaço e a composição da superfície lunar."
Rastreamento e monitoramento
O Project Pluto e outras organizações de monitoramento espacial estão acompanhando a trajetória do foguete para refinar os dados sobre o local exato do impacto. Qualquer atualização será publicada em tempo real pelos canais oficiais.
Impacto ambiental
Embora o evento não represente riscos para a Terra ou para futuras missões lunares, a colisão levanta discussões sobre a gestão de lixo espacial e a necessidade de regulamentações mais rígidas para o descarte de estágios de foguetes em órbita.