Críticas de Greene a Trump
Marjorie Taylor Greene, deputada federal dos EUA e ex-aliada de Donald Trump, declarou que o ex-presidente "odeia mulheres" após seus recentes ataques a figuras femininas do movimento MAGA, incluindo Candace Owens e Megyn Kelly.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), Greene respondeu a um post de Trump em sua plataforma Truth Social, no qual ele compartilhou uma capa falsa da revista Time chamando Owens de "Pessoa Vil do Ano". Trump ainda a descreveu como uma "pessoa de QI extremamente baixo".
Declarações de Greene
Greene afirmou:
"O presidente Trump odeia mulheres que ele não consegue controlar, que não o adoram, mulheres que adoram a Deus e são muito mais inteligentes do que ele. Mulheres como @RealCandaceO. Essa postagem cruel sobre Candace parece algo que Laura Loomer criaria, enquanto dá a Trump seus pontos de discussão, decisões políticas e conselhos que estão literalmente destruindo ele e o Partido Republicano."
Ela continuou: "Trump se recusou a apoiar as mulheres vítimas de Epstein, me chamou de traidora por apoiá-las em vez de me curvar a ele, e agora ataca Megyn Kelly e Candace Owens".
Mulheres no governo Trump
Greene destacou que, embora Trump tenha nomeado mulheres para cargos de alto escalão, como Kristi Noem, Pam Bondi e Lori Chavez-DeRemer, muitas foram demitidas ou pressionadas a deixar seus postos. Ela citou ainda o caso de Elise Stefanik, nomeada embaixadora na ONU por Trump e depois afastada por ordem de Mike Johnson.
"Não importa o que você pense sobre nós, mulheres, pois somos todas diferentes. Mas uma coisa é clara: Trump odeia mulheres. E postagens como essa vão afastar a maioria das mulheres americanas dele."
Ruptura entre Greene e Trump
Greene, que já foi uma das principais apoiadoras de Trump, teve um rompimento público com o ex-presidente em 2023. Na ocasião, ela criticou a liderança republicana durante o shutdown do governo e o tratamento dado aos arquivos de Jeffrey Epstein.
Em resposta, Trump retirou seu apoio a Greene, levando-a a renunciar ao Congresso. Na época, ela declarou que tinha "autoestima e dignidade suficientes" para não se submeter a uma batalha com Trump, acrescentando que não seria uma "esposa espancada" esperando as coisas melhorarem.
Até o momento, a Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário da imprensa.