Um movimento incomum está chamando a atenção no Texas: republicanos estariam investindo recursos para impulsionar a campanha de Johnny Garcia, um candidato democrata na disputa pelo 35º distrito congressional do estado. A eleição de segundo turno, marcada para 26 de maio, pode definir o controle de uma cadeira-chave na Câmara dos EUA.
Garcia, vice-xerife e ex-negociador de reféns, tem como foco atrair eleitores de classe trabalhadora, que enfrentam alta de custos e incertezas econômicas. Sua trajetória na área de segurança pública é central em sua campanha.
O cenário ganha contornos ainda mais peculiares porque o candidato republicano que disputa a vaga contra Garcia é acusado de promover teorias conspiratórias antissemitas. Especialistas sugerem que a estratégia republicana busca criar um adversário mais fraco nas eleições gerais, após mudanças no mapa eleitoral do Texas.
A decisão de financiar um oponente democrata, mesmo controverso, reflete uma tática de longo prazo para influenciar o equilíbrio de poder no Congresso. A manobra pode ter impacto significativo nas eleições de novembro, especialmente em um estado onde o controle de cadeiras é disputado.