A personagem Jennifer Walters, a famosa She-Hulk, tem tudo para retornar ao Universo Cinematográfico Marvel (MCU) em breve. E não é apenas por seu sucesso na série She-Hulk: Attorney at Law, mas também pela forma como ela se encaixa perfeitamente no universo expandido da Marvel.
Durante uma entrevista no podcast Bingeworthy, a atriz Tatiana Maslany, que interpreta She-Hulk, refletiu sobre o que torna a personagem tão especial. Segundo ela, o apelo de Walters está justamente em sua narrativa única, onde a quarta parede é quebrada e a protagonista assume o controle da história. "Há algo sobre She-Hulk ser a estrela de seu próprio show que faz sentido", declarou Maslany. "Por causa do endereçamento direto, ela é nossa narradora. Então, acho que seria um desafio incrível vê-la em outro contexto, mas também acredito que a magia de She-Hulk está na singularidade dela."
Essa reflexão ganha ainda mais relevância quando olhamos para os quadrinhos. A série She-Hulk: Attorney at Law foi fortemente inspirada na fase de John Byrne nos anos 1980 e 1990, que revolucionou a personagem com quebras de quarta parede e um tom mais irreverente. Byrne não apenas modernizou She-Hulk, como também a integrou ao Universo Marvel principal, chegando a incluí-la nos Quarteto Fantástico após os eventos de Secret Wars.
Essa trajetória nos quadrinhos levanta uma questão interessante: será que She-Hulk poderia ter um papel semelhante no MCU? A resposta pode estar nos próximos filmes da franquia. Avengers: Doomsday, previsto para este ano, trará o Quarteto Fantástico para o universo atual da Marvel, saindo de sua estética retrô dos anos 1960. Em seguida, Avengers: Secret Wars deve se inspirar na minissérie de 2015 de Jonathan Hickman, que já trouxe She-Hulk para o centro das atenções.
Embora Avengers: Doomsday já tenha mostrado algumas cenas com o Coisa em Wakanda, há espaço para She-Hulk se juntar ao Quarteto Fantástico. Maslany não está preocupada apenas com a logística do elenco, mas também com o tom da história. No entanto, os quadrinhos mostram que é possível equilibrar os dois: Byrne criou um She-Hulk metatextual e, ao mesmo tempo, a integrou em aventuras de super-heróis tradicionais.
Portanto, o MCU poderia seguir esse modelo. She-Hulk poderia participar de missões épicas com o Quarteto Fantástico em Doomsday e Secret Wars, enquanto mantém sua personalidade única em sua própria série. Afinal, como os fãs já viram, a Marvel sabe como misturar diferentes tons e universos sem perder a coesão.
"A magia de She-Hulk está na singularidade dela." — Tatiana Maslany