Nintendo Switch 2 ficará mais caro nos principais mercados
A partir de setembro, o Nintendo Switch 2 terá um aumento de preço nos Estados Unidos, Canadá e Europa. A empresa justificou a decisão como uma resposta às "mudanças nas condições de mercado", com destaque para a escassez global de memória RAM.
Novos preços por região
- Estados Unidos: de US$ 450 para US$ 500 (aumento de 11%);
- Canadá: de C$ 630 para C$ 680 (aumento de 8%);
- Europa: de € 470 para € 500 (aumento de 6%);
- Japão: de ¥ 49.980 para ¥ 59.980 (aumento de 20%), válido a partir de 25 de maio.
A Nintendo afirmou que o reajuste busca mitigar impactos "de médio a longo prazo" nas condições de mercado. A decisão segue um movimento semelhante da Sony, que elevou o preço do PlayStation 5 em até US$ 150 em março.
"Pedimos desculpas pelo impacto dessas revisões de preço em nossos clientes e demais partes interessadas. Agradecemos profundamente pela compreensão."
Nintendo, em comunicado oficial
Vendas do Switch 2 e projeções da Nintendo
A empresa divulgou seu relatório de resultados para o ano fiscal de 2026, encerrado em 31 de março. No período, foram vendidos 19,86 milhões de unidades do Switch 2, lançado no segundo trimestre (5 de junho de 2025). Para o ano fiscal de 2027, a previsão é de 16,5 milhões de unidades vendidas — uma queda de 17% em relação ao ano anterior.
A Nintendo atribui a redução tanto ao aumento de preço quanto às "fortes vendas no lançamento".
Por que está faltando memória RAM?
O Switch 2, assim como outros consoles, depende de chips de memória para funcionar. Esses componentes estão em alta demanda devido ao crescimento dos data centers de IA, que consomem bilhões de chips para processar requisições de chatbots e outras aplicações.
Empresas como Micron Technology e Sandisk Corporation registraram alta expressiva em suas ações nos últimos 12 meses: a Micron (Nasdaq: MU) subiu 653%, enquanto a Sandisk (Nasdaq: SNDK) disparou 3.450%.
Essa demanda crescente está desviando recursos dos fabricantes de chips, reduzindo a oferta para produtos de consumo — como consoles, smartphones e computadores — e elevando os custos para empresas como Nintendo e Sony.