A chegada de Aaron Rodgers aos Pittsburgh Steelers surpreendeu até a diretoria do time. Segundo relatos, a equipe não sabia da vinda do quarterback para o acampamento de calouros, um movimento típico de novatos, não de veteranos como Rodgers.

O clima de incerteza persiste porque não há um acordo formal entre as partes. Embora alguns insistam que o valor não é o foco, na NFL, o contrato de um veterano se resume basicamente ao dinheiro. Outros termos já são padronizados pelo acordo coletivo da liga (CBA). Apenas o montante e a estrutura dos pagamentos estão em aberto.

Se já houvesse um entendimento sobre o valor, haveria ampla divulgação de um acordo fechado. O problema é que Rodgers fechou um contrato introdutório em 2025, avaliado em US$ 13,65 milhões. Agora, o preço subiu, e os Steelers não querem pagar mais do que o valor inicial, com um eventual ajuste pela inflação.

Os Steelers estão resistindo, assim como qualquer consumidor que, ao ameaçar cancelar um serviço, consegue um desconto. Do lado de Rodgers, não há alternativas: nenhuma outra equipe demonstrou interesse em contratá-lo. Para o time, a alternativa é Mason Rudolph, Will Howard ou o calouro Drew Allar — que, na prática, não são opções viáveis.

Nesse cenário, os Steelers usaram a tender de agente livre não restrito (UFA), segundo eles, apenas para garantir uma escolha compensatória no draft caso Rodgers assine com outro time. No entanto, o verdadeiro objetivo pode ter sido eliminar qualquer alternativa para o jogador, forçando-o a aceitar as condições do clube ou não jogar.

Sem a tender, Rodgers poderia esperar por uma oportunidade melhor, assinando com qualquer equipe a qualquer momento — antes, durante ou após a temporada. A mensagem seria clara: "Paguem o que eu quero ou eu espero por outra chance". Agora, com a tender aplicada, a única opção é chegar a um acordo com os Steelers.

Mas qual seria um salário justo para Rodgers em 2026? O mínimo deve começar com um "2", ou seja, acima de US$ 20 milhões. Não é injusto esperar algo próximo a US$ 25 milhões, considerando que Malik Willis fechou um acordo de US$ 25 milhões por ano no Miami Dolphins após apenas seis partidas como titular.