A Figma, empresa de software de design, anunciou resultados recordes no primeiro trimestre de 2025, impulsionados pelo sucesso de suas ferramentas de inteligência artificial. A companhia registrou US$ 333,4 milhões em receitas, um crescimento de 46% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho superou as expectativas e segue a tendência de alta dos últimos trimestres, com crescimento de 40% e 38% nos períodos anteriores. Segundo a Figma, o avanço está diretamente ligado à adoção de suas soluções de IA, como Figma Make, MCP e Figma Weave.

“Nosso desempenho no primeiro trimestre foi impulsionado pela expansão acelerada de assinaturas em organizações, com o design ganhando importância estratégica e a adoção crescente de nossos produtos de IA”, declarou Praveer Melwani, CFO da Figma, em comunicado oficial.

A empresa também elevou sua projeção de faturamento para 2026, estimando entre US$ 1,422 bilhão e US$ 1,428 bilhões, o que representaria um crescimento de 35% em relação ao ano atual. Para o segundo trimestre, a previsão é de receitas entre US$ 348 milhões e US$ 350 milhões, um aumento médio de 40%.

As ações da Figma (NYSE: FIG) subiram mais de 9% nas negociações pré-mercado de sexta-feira, atingindo US$ 22 por ação — o maior valor desde março. Embora ainda distante do preço de abertura de US$ 85 por ação durante o IPO em julho de 2024, o movimento reflete otimismo com os resultados recentes.

Créditos de IA: modelo de monetização em expansão

A Figma adotou um sistema de créditos de IA para controlar e monetizar o uso de suas ferramentas. Desde março, a empresa implementou limites de créditos por assinatura, determinando quais recursos os usuários podem acessar.

Os resultados iniciais são positivos: mais de 75% dos clientes corporativos e empresariais optaram por adquirir mais créditos após atingirem os limites em abril. Além disso, 95% desses usuários continuam ativos na plataforma, segundo a Figma.

“Com os limites de créditos de IA agora totalmente implementados, o crescimento no uso dessas ferramentas se traduz diretamente em receita, um marco importante para nossa monetização”, afirmou Melwani durante a teleconferência de resultados. “A área de consumo de créditos continua se expandindo, reforçando nosso modelo de negócios”.