A Canonical, empresa por trás do sistema operacional Ubuntu, anunciou recentemente a integração de recursos de inteligência artificial (IA) em sua próxima versão. A notícia, no entanto, gerou reações negativas entre parte da comunidade de usuários de Linux.
Muitos pedem uma versão do Ubuntu sem IA ou até mesmo a migração para outras distribuições Linux mais tradicionais. As críticas lembram a polêmica envolvendo a Microsoft e a adição de recursos de IA no Windows 11, que também dividiu opiniões entre os usuários.
Em resposta às críticas, Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical, esclareceu em comunicado nesta terça-feira (13) que a empresa não planeja incluir um "botão de desligar global" para os recursos de IA. No entanto, ele não descartou a possibilidade de oferecer opções de desativação seletiva para os usuários.
Reações da comunidade
- Pedidos por uma versão sem IA: Muitos usuários pedem uma alternativa ao Ubuntu tradicional, sem os novos recursos de IA, para evitar possíveis impactos no desempenho ou na privacidade.
- Migração para outras distribuições: Alguns usuários afirmam que migrarão para outras versões do Linux, como Debian ou Fedora, que não incluem IA por padrão.
- Comparações com o Windows 11: A polêmica lembra a resistência inicial de parte dos usuários ao Windows 11, que também incluiu recursos de IA sem opção de desativação completa.
O que a Canonical diz
Jon Seager afirmou que a Canonical está comprometida em manter o Ubuntu como uma plataforma acessível e personalizável. Embora não haja um "botão de desligar" global, a empresa pode oferecer opções para desativar recursos específicos de IA, dependendo do feedback da comunidade.
Os usuários que não desejam os novos recursos de IA podem optar por versões anteriores do Ubuntu ou explorar outras distribuições Linux que não incluem IA por padrão.