Dois médicos do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) afirmaram, nesta quarta-feira (12), que o risco de contaminação pelo hantavírus nos Estados Unidos continua baixo. Segundo eles, a agência está ativamente envolvida em todas as etapas do monitoramento e resposta à doença.

Durante coletiva à imprensa, os especialistas apresentaram o plano de ação do CDC, que tem sido alvo de críticas de alguns infectologistas e autoridades de saúde pública. O argumento é que a atuação da agência estaria em segundo plano em relação à Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações internacionais.

Os médicos destacaram que o hantavírus, transmitido principalmente por roedores, representa um risco mínimo à população americana. No entanto, reforçaram a importância da vigilância contínua e da adoção de medidas preventivas, como o controle de pragas e a higienização de ambientes.

Resposta do CDC é baseada em protocolo padrão

Os especialistas esclareceram que a resposta do CDC segue um protocolo estabelecido, que inclui a avaliação de casos suspeitos, investigação epidemiológica e comunicação transparente com a população. Segundo eles, a agência está preparada para agir rapidamente caso haja um aumento no número de casos.

Embora o risco seja considerado baixo, os médicos não descartaram a possibilidade de surtos localizados, especialmente em regiões com alta infestação de roedores. Nesses casos, o CDC orienta a adoção de medidas de contenção e a notificação imediata de casos suspeitos às autoridades de saúde.

Críticas e transparência

Alguns especialistas independentes questionaram a demora na resposta do CDC, comparando-a com a atuação mais ágil de outras organizações. Em resposta, os médicos do CDC afirmaram que a agência está totalmente engajada e que a estratégia adotada é baseada em evidências científicas.

Eles também destacaram a importância da colaboração internacional e do compartilhamento de dados entre países para conter a disseminação de doenças infecciosas.