Um memorando interno da Casa Branca, assinado pela chefe de gabinete Susie Wiles, que proibia funcionários de falar com a imprensa sem autorização prévia, foi vazado pela imprensa na sexta-feira (14). A publicação ocorreu no West Wing Playbook, do Politico, que reproduziu o documento datado de março.

No texto, Wiles reforça a política de tolerância zero aos vazamentos, afirmando que nenhum funcionário da Casa Branca pode se comunicar com a mídia sem aprovação expressa da Comunicação da Presidência. Segundo ela, "vazamentos não autorizados não serão tolerados e estão sujeitos a sanções, inclusive demissão".

A chefe de gabinete também apelou ao senso de responsabilidade dos funcionários, alertando que o descumprimento da regra pode "causar interrupções significativas nas operações, além de colocar em risco missões e atividades de relevância nacional".

Em resposta ao vazamento, a porta-voz da Casa Branca, Liz Huston, reafirmou a política de "tolerância zero" a conversas não autorizadas com a imprensa.

O rigor na comunicação interna faz parte de um esforço de Wiles para impor maior disciplina operacional na administração Trump. A medida ocorre em meio a tensões crescentes entre o governo e a imprensa, com o presidente Donald Trump frequentemente criticando jornalistas e veículos de comunicação.

O memorando foi divulgado poucos meses após Wiles ter dado entrevistas à Vanity Fair, nas quais fez declarações polêmicas, como chamar o presidente de "alcoólatra", acusar JD Vance de "motivações políticas" em sua aproximação com Trump e classificar Elon Musk como usuário de "cetamina declarada".

O episódio reforça a postura do governo em restringir o acesso à informação e controlar a narrativa pública, enquanto enfrenta críticas da mídia e de aliados.

Fonte: The Wrap