A Kelonia Therapeutics, startup de biotecnologia especializada no desenvolvimento de terapias celulares para o tratamento de câncer e doenças autoimunes, foi adquirida pela Eli Lilly por US$ 3,2 bilhões. O acordo inclui pagamentos adicionais por marcos alcançados, podendo dobrar o valor total da transação.
A operação representa um marco para a Kelonia, que sobreviveu com apenas US$ 60 milhões nos últimos cinco anos e esteve à beira da falência três vezes em menos de um ano. A aquisição chega em um momento crítico, garantindo a continuidade de seus projetos inovadores.
Em entrevista ao podcast "The Readout Loud", da STAT, Bryan Roberts, sócio da Venrock — empresa de capital de risco que incubou a Kelonia — explicou como a startup conseguiu fechar um acordo tão vantajoso. Segundo ele, o potencial das terapias celulares desenvolvidas pela Kelonia foi determinante para o interesse da Eli Lilly.
A Kelonia se destacou por sua abordagem inovadora no tratamento de doenças graves, utilizando tecnologias avançadas de engenharia celular. A aquisição reforça a estratégia da Eli Lilly de expandir seu portfólio em terapias de ponta, especialmente em áreas com alta demanda não atendida.
Com a transação, a Eli Lilly consolida sua posição no mercado de biotecnologia, enquanto a Kelonia ganha recursos para acelerar suas pesquisas e desenvolvimento de novos tratamentos.