Crise no petróleo: especialista alerta para efeitos prolongados nos EUA
A crise no mercado de petróleo global, agravada por tensões no Estreito de Ormuz, pode ter consequências duradouras para os consumidores americanos, segundo Patrick De Haan, chefe de Análise de Petróleo da GasBuddy. Em entrevista exclusiva, ele destacou que cada dia de interrupção na principal rota de exportação de petróleo do mundo pode resultar em semanas de recuperação nos preços globais.
De Haan estima que, caso a situação persista, o tempo necessário para os preços retornarem aos patamares pré-crise pode chegar a 65 semanas. Além disso, o especialista prevê um aumento significativo nos preços durante o feriado de 4 de julho, impulsionado pelo encarecimento do diesel, que afeta desde o combustível até itens essenciais para churrascos de verão.
Por que os EUA não estão imunes à crise global?
Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, os Estados Unidos não conseguem se isolar dos impactos da crise internacional. Segundo De Haan, a dependência dos mercados globais e os problemas em refinarias americanas estão agravando a situação. “A produção local não consegue compensar as flutuações globais”, afirmou o especialista.
Ele também destacou que a crise pode ter um efeito dominó na economia, afetando desde o transporte até o custo de vida dos cidadãos. Com a alta dos preços do diesel, produtos que dependem de logística — como alimentos e bens de consumo — também tendem a ficar mais caros.
Refinarias e instabilidade geopolítica: os principais fatores
Além das tensões no Oriente Médio, os problemas nas refinarias americanas estão contribuindo para a escassez e o aumento dos preços. “As refinarias enfrentam dificuldades para operar em plena capacidade, o que reduz a oferta e eleva os custos”, explicou De Haan.
O especialista ainda ressaltou que a situação pode piorar se a instabilidade no Estreito de Ormuz se prolongar. “Cada dia de interrupção representa semanas de recuperação nos preços”, alertou.
O que esperar nos próximos meses?
Com o feriado de 4 de julho se aproximando, os consumidores devem se preparar para um “choque de preços” nos postos de gasolina e em produtos sazonais. De Haan recomenda que os americanos monitorem os preços e planejem suas despesas com antecedência.
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