O deputado republicano Jim Jordan, conhecido por seu apoio ao ex-presidente Donald Trump, foi flagrado em uma contradição durante entrevista à CNN. Jordan tentou minimizar o impacto da guerra entre EUA e Israel contra o Irã nos preços da gasolina e na inflação nos Estados Unidos.

Durante o bate-papo com a jornalista Kaitlin Collins, Jordan foi questionado sobre a promessa de Trump de que, se reeleito, os preços da gasolina ficariam abaixo de US$ 2 o galão graças às suas políticas. Collins lembrou que, antes do início do conflito, o combustível custava US$ 2,98 por galão e agora supera US$ 4,50.

Collins: “Mas se alguém pagava US$ 2,98 antes da guerra e agora paga US$ 4,53, dizer ‘é a vida’ pode não fazer essa pessoa se sentir melhor.”

Jordan: “Essas são suas palavras, não as minhas.”

Collins: “Você disse isso agora mesmo. Eu citei você.”

Jordan respondeu com evasivas, alegando que os preços estavam caindo antes do conflito e que as decisões de Trump visam os interesses nacionais. No entanto, suas justificativas foram amplamente criticadas como desconectadas da realidade econômica enfrentada pelos americanos.

A polêmica ganhou ainda mais força após declarações recentes de outros aliados de Trump. O vice-presidente JD Vance negou que o ex-presidente tenha dito não se importar com a situação econômica dos cidadãos, mesmo com vídeos mostrando o contrário. A CNN exibiu um split screen com Trump afirmando não pensar na situação financeira dos americanos, enquanto Vance insistia que ele nunca teria dito isso.

As respostas de Jordan e Vance foram interpretadas como parte de um padrão de negação entre republicanos, que tentam justificar o aumento dos preços e a inflação sem oferecer soluções concretas.