A General Motors (GM) anunciou nesta semana um acordo de US$ 12,75 milhões para encerrar uma ação judicial na Califórnia, que acusava a fabricante de automóveis de vender dados de localização e hábitos de direção de seus clientes para empresas de seguros e corretores de dados.

O acordo, protocolado na sexta-feira (13), inclui ainda a proibição da GM de comercializar informações de clientes com corretores de dados pelo período de cinco anos. Além disso, a empresa deve permitir que motoristas da Califórnia desativem a coleta de dados de localização pelo serviço OnStar.

A ação judicial teve origem em uma reportagem do The New York Times, publicada em 2024, que revelou que fabricantes de automóveis, incluindo a GM, compartilhavam dados de direção — como velocidade, frenagens bruscas e acelerações repentinas — com corretores de dados. Essas informações eram então repassadas a seguradoras e outras empresas, que as utilizavam para precificar apólices de seguro ou oferecer serviços personalizados.

O caso reforça as discussões sobre privacidade de dados e a necessidade de regulamentações mais rígidas para proteger os consumidores. Especialistas destacam que a coleta excessiva de dados por veículos conectados levanta preocupações sobre o uso indevido dessas informações.

Em comunicado, a GM afirmou que o acordo não representa admissão de culpa, mas busca resolver as questões de forma rápida e evitar litígios prolongados. A empresa também anunciou que está revisando suas políticas de privacidade para garantir maior transparência aos usuários.

O acordo ainda precisa ser aprovado pelo tribunal da Califórnia. Caso seja confirmado, será mais um marco nas discussões sobre proteção de dados pessoais e o papel das montadoras na era digital.