O Pentágono revelou mais um valor controverso para a guerra no Irã, iniciada durante o governo de Donald Trump: US$ 29 bilhões. Durante audiência na Subcomissão de Apropriações da Câmara dos EUA, na última terça-feira (11), o subsecretário de Defesa, Jules Hurst, enfrentou questionamentos sobre a transparência dos custos apresentados.

No mês passado, o Pentágono havia estimado o gasto total da guerra em US$ 25 bilhões. Agora, Hurst afirmou que apenas o reparo e reposição do estoque de munições dos EUA custaria US$ 24 bilhões — um valor que já supera a estimativa anterior.

Ed Case, representante do Havaí, citou um relatório do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais) de abril, que calculava em US$ 25 bilhões o custo agregado para substituir e reparar sete sistemas de precisão. Durante o depoimento, Case questionou: “Esse valor parece correto? Você está projetando tudo em US$ 23 bilhões?” Hurst respondeu: “Esse número me parece alto para esta fase da guerra.”

O congressista também perguntou sobre o custo para substituir as 39 aeronaves perdidas desde o início do conflito. Hurst admitiu que o reparo de aviões destruídos é de difícil cálculo, mas garantiu que os valores já estavam incluídos nas projeções. “Imagina-se que será extremamente caro ‘reparar’ aviões completamente destruídos”, observou.

Outro ponto questionado foi o custo do combustível, que, segundo Hurst, já está incluso nas despesas de operação e manutenção. No entanto, os gastos com reparos em bases militares no Oriente Médio não foram contabilizados. “Há muitas incertezas. Não sabemos qual será nossa postura futura, como essas bases serão reconstruídas ou quanto nossos aliados poderão contribuir com os custos de MILCON”, declarou.

Até o momento, 16 instalações militares americanas em oito países foram atingidas em retaliação aos ataques dos EUA e Israel contra o Irã. Relatórios anteriores indicavam que 13 bases no Oriente Médio haviam se tornado inabitáveis, forçando militares a trabalharem remotamente de hotéis e escritórios.