Homem recebe US$ 541 em criptomoedas para cometer vandalismo com fezes

Um tribunal da Coreia do Sul condenou um homem de 20 anos a dois anos de prisão por vandalizar uma casa com fezes humanas e alimentos podres, além de espalhar panfletos difamatórios que alegavam que a vítima era um ex-condenado por crimes sexuais. O crime foi encomendado por uma agência de 'vingança' via Telegram em troca de apenas US$ 541 em criptomoedas.

Detalhes do crime e motivação

Segundo o jornal Joongang Ilbo, o homem invadiu um condomínio na cidade de Dongtan, província de Gyeonggi, em 22 de fevereiro. Ele vandalizou a porta do apartamento da vítima no 15º andar com tinta spray vermelha e deixou os panfletos difamatórios para que os vizinhos vissem.

«O acusado agiu sob orientação de uma suposta agência de vingança», declarou o Ministério Público durante o julgamento. «Ele invadiu o condomínio de uma vítima que nunca havia conhecido, vandalizou a porta com tinta spray vermelha e deixou panfletos com conteúdo obsceno e alegações falsas de criminalidade».

Sistema de 'agências de vingança' na Coreia do Sul

As autoridades sul-coreanas investigam uma série de prisões relacionadas a redes criminosas no Telegram que oferecem serviços de vingança, como assassinatos, agressões ou difamação pública, mediante pagamento em criptomoedas. Esses grupos continuam operando, com mandantes encomendando ataques cada vez mais cruéis.

Os panfletos deixados pelo condenado seguiam um padrão comum na Coreia do Sul: notificações oficiais enviadas pelo Ministério da Igualdade de Gênero e Família quando um ex-condenado por crimes sexuais se muda para uma nova região. Esses documentos incluem nome completo, foto, endereço e detalhes do crime cometido.

Perfil do condenado e do grupo criminoso

O tribunal de Suwon manteve o nome do condenado em sigilo por questões legais. Sabe-se que ele já havia sido condenado anteriormente por outro crime e recebeu pena suspensa. Durante o julgamento, o homem afirmou ter agido em nome de um grupo chamado «Escritório de Resolução de Desavenças», que ofereceu pagamento em criptomoedas após a conclusão do ato.

A vítima não foi identificada, e a polícia ainda investiga quem teria pago ao grupo criminoso para encomendar o ataque.

Contexto das redes de vingança na Coreia do Sul

  • Grupos no Telegram oferecem serviços de vingança mediante pagamento em criptomoedas;
  • Os ataques incluem vandalismo, difamação e, em casos extremos, agressões físicas;
  • Autoridades investigam dezenas de prisões relacionadas a essas redes;
  • O pagamento mínimo para tais serviços pode ser inferior a US$ 1.000;
  • As vítimas geralmente são alvos aleatórios ou pessoas com histórico criminal.
Fonte: DL News