Um chefe de equipe da polícia judiciária especial da Receita Federal da Coreia do Sul foi acusado de extorquir propinas de traficantes de drogas para financiar seus investimentos pessoais em criptomoedas, segundo promotores.
O acusado, um homem de 49 anos não identificado, teria recebido pelo menos US$ 98 mil de cinco indivíduos, incluindo um suspeito de tráfico de cocaína, o cônjuge de um acadêmico renomado e um contrabandista de roupas do mercado negro, informou a mídia local NoCut News.
Promessas de arquivamento de casos
Segundo relatos, o policial teria dito a um suspeito de violação aduaneira:
“Se você me der dinheiro em espécie, usarei para simplesmente arquivar o caso, em vez de encaminhá-lo ao Ministério Público.”
Corrupção ligada a investimentos em criptomoedas
A Coreia do Sul enfrenta um aumento nos casos de agentes públicos que usam o poder para arrecadar fundos destinados a investimentos em criptomoedas. Em janeiro, um advogado que atua com forças policiais foi condenado por desviar dinheiro de policiais em serviço para comprar criptomoedas.
Uso de influência acadêmica para extorquir vítimas
Promotores investigam outros casos conduzidos pelo policial durante seu mandato. Em um episódio envolvendo o cônjuge de um professor universitário, o suspeito teria usado a reputação acadêmica como moeda de pressão.
[O acusado] explorou a situação financeira e o prestígio social do suspeito e de seu familiar para exigir abertamente propinas em troca do arquivamento do caso.
Um porta-voz do Ministério Público afirmou que a investigação também levou à identificação e indiciamento de vários dos supostos pagadores de propinas por crimes de tráfico de drogas e contrabando.
Negociações criminosas
Segundo relatos, o policial teria dito a um suspeito de tráfico:
“O tráfico de drogas é crime grave e pode levar à prisão. Mas, se você me pagar, garanto que não será preso.”
Os promotores não revelaram detalhes sobre os investimentos em criptomoedas do acusado nem se houve apreensão de moedas digitais durante a investigação.
Na Coreia do Sul, policiais judiciários especiais atuam em parceria com o Ministério Público para investigar casos de sonegação fiscal, crimes ambientais e violações aduaneiras.