Bullock vê futuro com IA no entretenimento

A atriz Sandra Bullock, conhecida por seu papel em The Net (1995), onde fez a primeira entrega fictícia do DoorDash no cinema, voltou a defender o uso da inteligência artificial no cinema. Em participação no CNBC Changemakers Summit, ao lado de Pam Abdy, co-presidente e CEO da Warner Bros. Pictures, Bullock discutiu o impacto da IA na indústria.

O tema surgiu após a polêmica dos trailers gerados por IA no YouTube, prática que, segundo a executiva, foi interrompida pela plataforma. Abdy classificou a situação como "não ideal, mas também empolgante", destacando o interesse do público por esse tipo de conteúdo. Bullock concordou, afirmando que "é melhor do que outras coisas que podem ser feitas com nossas imagens".

"Isso está aqui. Temos que observá-lo. Entendê-lo. Nos aproximarmos dele. Usá-lo de forma construtiva e criativa, torná-lo nosso amigo."

— Sandra Bullock

Riscos e oportunidades da IA em Hollywood

Apesar do otimismo, Bullock alertou para os perigos: "Devemos ser incrivelmente cautelosos, pois há quem use a tecnologia para o mal". A normalização da IA avança em Hollywood, com diretores e atores abraçando a ferramenta. Ben Affleck, por exemplo, anunciou recentemente que possui uma empresa de IA e a vendeu à Netflix para produzir filmes mais baratos. Seu irmão, Casey Affleck, está envolvido em um projeto com Gal Gadot e Doug Liman sobre o criador do Bitcoin, com forte presença de IA.

Steven Soderbergh, vencedor do Oscar, também confirmou que seus próximos filmes terão "muita IA". A tendência não se limita aos bastidores: Reese Witherspoon, fundadora do clube de livros mais premiado, postou no Instagram que "é hora de aprender IA", chamando a atenção de suas milhões de seguidoras.

Reação das celebridades ao avanço da IA

A postura de Witherspoon gerou debate. Enquanto algumas fãs comemoraram, outras criticaram o apoio à tecnologia, que já afeta negativamente setores como a publicação de livros. Em 2022, Witherspoon anunciou que sua empresa, Hello Sunshine, transformaria NFTs em filmes e séries. Em 2024 e 2025, ela reforçou a importância de as mulheres aprenderem sobre IA, chamando-a de "algo que veio para ficar".

Curiosamente, a defesa da IA ganha força justamente quando empresas do setor enfrentam crises. OpenAI fechou sua ferramenta Sora, que prometia revolucionar o cinema, e a Oracle demitiu 30 mil funcionários devido a gastos excessivos com IA. Mesmo assim, figuras públicas como Witherspoon insistem: "é hora".

O que esperar do futuro?

  • Mais integração da IA em roteiros, efeitos visuais e até atuação;
  • Novas polêmicas sobre uso indevido de imagens de celebridades;
  • Debates éticos sobre autoria e remuneração em produções com IA;
  • Possível regulamentação do setor para evitar abusos;
  • Impacto na empregabilidade de profissionais humanos.
Fonte: AV Club