O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, foi recebido por manifestantes ao se preparar para depor perante a Comissão de Serviços Armados da Câmara, em 29 de abril. A audiência, que abordou a estratégia de segurança nacional, gerou polêmica após Hegseth não apresentar provas concretas sobre uma suposta ameaça iminente do Irã.

Durante o depoimento, Hegseth foi questionado por parlamentares sobre as evidências que justificariam uma postura mais agressiva contra o governo iraniano. No entanto, o secretário não conseguiu detalhar ameaças específicas ou dados que sustentassem suas afirmações, o que levou a críticas de opositores e especialistas.

O deputado Adam Smith, membro sênior do Partido Democrata, afirmou que "as alegações sem fundamentação enfraquecem a credibilidade dos Estados Unidos no cenário internacional". Já o deputado Mike Rogers, do Partido Republicano, defendeu a necessidade de uma postura firme, mas reconheceu que "a falta de transparência gera desconfiança".

A ausência de provas concretas também foi alvo de protestos externos. Manifestantes reunidos em frente ao Capitólio carregavam cartazes com mensagens como "Sem guerra com o Irã" e "Provas, não especulações", reforçando o clima de insatisfação com a política externa atual.

Especialistas em relações internacionais destacaram que a situação pode agravar tensões regionais, especialmente em um momento em que o Oriente Médio já enfrenta instabilidade devido a conflitos em Gaza e no Iêmen. Analistas alertam que a falta de clareza nas estratégias de defesa pode levar a decisões precipitadas e consequências imprevisíveis.

O governo, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre as críticas, limitando-se a reafirmar que "as ações estão alinhadas com os interesses de segurança nacional". A audiência, no entanto, deixou dúvidas sobre a capacidade do Executivo de justificar suas políticas com base em fatos.