WASHINGTON — O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por suas críticas às vacinas, surpreendeu ao defender publicamente sua segurança e eficácia durante duas audiências no Senado na quarta-feira (14).
Em depoimentos recentes, Kennedy afirmou que, como chefe da pasta, financiou o desenvolvimento de novas vacinas, aprovou a aplicação de doses para pacientes e defendeu que a vacina contra a gripe é um cuidado preventivo. Além disso, ele incentivou que todos os pais vacinem seus filhos com a MMR, imunização que, no passado, havia questionado.
Na semana passada, Kennedy até reconheceu que a vacina MMR poderia ter salvo a vida de uma criança que morreu de sarampo.
Mudança de postura em pauta
A guinada de Kennedy ocorre em um momento em que o governo Trump promove uma ampla revisão nas políticas de saúde pública, incluindo cortes em agências federais e mudanças na regulamentação de vacinas. No entanto, a postura mais moderada do secretário contrasta com suas declarações anteriores, que incluíam críticas à segurança das imunizações.
Impacto nas políticas de saúde
As audiências no Senado revelam tensões dentro da administração Trump. Enquanto a base do movimento anti-vacina (MAHA) pressiona por mudanças radicais, o governo busca conciliar essas demandas com políticas mais pragmáticas e politicamente viáveis.
Kennedy também abordou outros temas centrais do MAHA, como a redução de químicos em alimentos e a relação entre o governo e a indústria. No entanto, sua mudança de tom sugere um esforço para alinhar a agenda de saúde pública a posições mais moderadas, visando ampliar o apoio político.
Reações e desafios
Líderes do movimento MAHA têm demonstrado ceticismo em relação à administração, o que obriga a equipe de Trump a equilibrar o apoio à base tradicional com a implementação de políticas mais realistas. A postura de Kennedy, embora moderada, ainda enfrenta resistência de setores que defendem uma abordagem mais radical contra as vacinas e a indústria alimentícia.