A Suprema Corte dos Estados Unidos restaurou, nesta segunda-feira (12), o acesso amplo ao comprimido abortivo mifepristona, bloqueando uma decisão judicial que ameaçava interromper um dos principais métodos de realização de abortos no país.
A medida temporária, assinada pelo juiz Samuel Alito, permite que mulheres obtenham o medicamento em farmácias ou pelo correio, sem a necessidade de uma consulta presencial com um médico. A decisão representa um alívio para clínicas e pacientes que dependem desse método, especialmente em estados com leis restritivas ao aborto.
O caso ganhou repercussão após um tribunal federal de apelações ter restringido o acesso ao medicamento no início de abril, alegando preocupações com a segurança do fármaco. A mifepristona, combinada com outro medicamento chamado misoprostol, é amplamente utilizada nos EUA para interrupções de gravidez até a 10ª semana.
Advogados da mifepristona argumentaram que a decisão do tribunal de apelações poderia causar um colapso no fornecimento do medicamento, afetando milhões de mulheres. A Casa Branca também se manifestou a favor da manutenção do acesso, destacando que a mifepristona é segura e aprovada pela FDA desde 2000.
Enquanto a Suprema Corte não analisa o mérito do caso, a decisão temporária mantém o status quo até que o processo seja concluído. Especialistas destacam que a medida é crucial para garantir o direito ao aborto em meio a um cenário político cada vez mais polarizado nos EUA.