Autoridades de saúde da África Central confirmaram, na última sexta-feira (14), um surto de Ebola na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC). Poucos dias depois, o Ministério da Saúde de Uganda anunciou a detecção de um caso importado da doença em Kampala, capital do país, indicando a disseminação além das fronteiras congolesas.
Até o momento, a RDC contabiliza 246 casos suspeitos e 65 mortes, concentradas principalmente nas zonas de saúde de Mongwalu e Rwampara. Embora o surto tenha sido recentemente notificado, já é considerado um dos dez maiores já registrados na história da doença.
Este é o 17º surto de Ebola na RDC desde a identificação do vírus, em 1976. No entanto, análises laboratoriais preliminares indicam que o atual surto não é causado pela cepa Zaire, responsável pela maioria dos casos anteriores no país. Investigações genéticas estão em andamento para identificar a cepa exata do vírus.
Transmissão e riscos
O Ebola é uma doença hemorrágica grave, transmitida pelo contato com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o risco de disseminação em regiões com sistemas de saúde frágeis e mobilidade populacional intensa.
Resposta das autoridades
Equipes de saúde da RDC e Uganda estão reforçando medidas de vigilância e controle, incluindo rastreamento de contatos e campanhas de conscientização. A OMS e parceiros internacionais apoiam as ações locais para conter o avanço da doença.
"A detecção precoce e a resposta rápida são essenciais para evitar uma crise maior. Estamos trabalhando em estreita colaboração com os países afetados para conter o surto", afirmou um porta-voz da OMS.