A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em coletiva de imprensa na sexta-feira (17), que o número de casos confirmados de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, no Atlântico Sul, foi reduzido de 11 para 10. A mudança ocorreu após a reavaliação de um caso inicialmente reportado como positivo nos Estados Unidos, que foi identificado como falso positivo.
O caso em questão havia sido classificado inicialmente pelas autoridades de saúde americanas como "levemente positivo", enquanto a OMS o considerou "inconclusivo". Mesmo assim, o caso foi incluído nos relatórios oficiais da agência, tanto no documento de 13 de maio quanto na coletiva do dia seguinte.
O paciente em questão era o Dr. Stephen Kornfeld, médico americano a bordo do navio que auxiliou no atendimento após o médico da embarcação adoecer. Em entrevista à CNN nesta semana, Kornfeld esclareceu que ele e outros tripulantes haviam realizado testes de swab nasal no início de maio, antes da evacuação. As amostras foram enviadas para análise por PCR nos Países Baixos, onde dois laboratórios processaram os resultados: um deles reportou resultado negativo, enquanto o outro indicou um resultado positivo fraco.
Segundo a OMS, a reclassificação do caso como falso positivo não afeta a investigação em andamento sobre a origem do surto. A agência continua monitorando a situação e mantém medidas de prevenção para evitar a disseminação do vírus.