Acordo entre Trump e Regeneron reduz preços de medicamentos e impulsiona investimentos nos EUA

A Regeneron Pharmaceuticals fechou um acordo privado com a administração Trump para reduzir os preços de seus medicamentos para o programa Medicaid. Entre as medidas, destaca-se a oferta do medicamento Praluent, para controle de colesterol, por US$ 225 no programa TrumpRx.

Além disso, a empresa anunciou um investimento de US$ 27 bilhões em desenvolvimento de fármacos nos Estados Unidos. A parceria encerra uma série de 17 acordos buscados pela Casa Branca em 2023, segundo a STAT.

Outra conquista da Regeneron foi a aprovação da Otarmeni pela FDA. Trata-se da primeira terapia gênica autorizada sob o novo programa de National Priority Voucher, que agiliza a aprovação de tratamentos inovadores.

Maconha medicinal é reclassificada para categoria menos restritiva nos EUA

O governo Trump deu um passo histórico ao reclassificar a maconha medicinal licenciada em nível estadual, transferindo-a da Schedule I — categoria reservada a substâncias sem uso médico comprovado e com alto potencial de abuso — para a Schedule III. A decisão, assinada pelo procurador-geral interino Todd Blanche, não legaliza o uso recreativo ou medicinal em nível federal, mas facilita pesquisas e reduz barreiras regulatórias para produtores licenciados.

Advogados e defensores da legalização comemoraram a mudança, que representa um avanço na política de drogas do Partido Republicano. Segundo a STAT, a medida abre caminho para uma nova era na política de drogas conservadora nos EUA.

A reclassificação também traz benefícios fiscais significativos para empresas do setor, além de simplificar processos burocráticos para estudos científicos com cannabis.

Impacto das mudanças na saúde e na economia

Os acordos com a indústria farmacêutica e a reclassificação da maconha medicinal são vistos como medidas que podem:

  • Reduzir custos para pacientes, especialmente aqueles dependentes de medicamentos de alto valor;
  • Fomentar pesquisas científicas com cannabis, atualmente limitadas pela classificação anterior;
  • Gerar empregos e investimentos em biotecnologia e desenvolvimento de fármacos;
  • Alinhar políticas estaduais e federais em relação ao uso medicinal da maconha.

“Esta é uma vitória para pacientes, pesquisadores e empresas que buscam inovação sem as amarras regulatórias desnecessárias.”
— Declaração de especialista em políticas de saúde, não identificado.

Próximos passos e desafios

Embora os acordos com as farmacêuticas sejam um avanço, eles ainda são privados e podem não ser finalizados. Já a reclassificação da maconha medicinal, embora não legalize seu uso recreativo, representa um marco na desburocratização do setor.

Especialistas alertam que a implementação das mudanças exigirá coordenação entre agências federais e estaduais, além de ajustes em leis locais para garantir que os benefícios sejam plenamente aproveitados.