O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está perdendo o controle de eventos políticos e econômicos, segundo análise de trechos do podcast Daily Blast, veiculado em 21 de abril. Em meio a críticas à mídia e aos democratas, Trump teria demonstrado irritação com o aumento dos preços da gasolina e até se comparado ao ex-presidente Jimmy Carter.

A situação preocupa o Partido Republicano, que teme um desempenho ruim nas eleições de meio de mandato, conforme relatado por fontes internas.

Trump e a ilusão do poder absoluto

Segundo o jornalista David Sirota, do veículo The Lever, Trump acreditava que poderia governar como um autocrata, decretando unilateralmente os rumos do país. Essa visão, segundo Sirota, é o resultado de uma tendência histórica de concentração de poder na Presidência.

Em recente publicação no Truth Social, Trump afirmou:

"Estou vencendo a guerra de forma avassaladora. Nosso exército está incrível. Se você ler as fake news, pensaria que estamos perdendo. A mídia anti-America torce pela vitória do Irã, mas isso não vai acontecer porque eu estou no comando."

Para Sirota, a frase "eu estou no comando" reflete a crença de Trump de que o presidente é a única autoridade relevante no governo, ignorando a separação de poderes.

Reação do GOP e riscos eleitorais

Enquanto Trump externaliza sua frustração, membros do Partido Republicano começam a soar alarmes. A preocupação com a inflação e o desempenho nas urnas em novembro tem gerado tensões internas.

Analistas destacam que a visão de Trump sobre o poder presidencial não é inédita, mas representa a culminação de um processo de centralização ao longo dos anos.

Contexto histórico

Segundo Sirota, a concentração de poderes na Presidência não começou com Trump, mas foi potencializada por ele. O podcast Master Plan, do qual Sirota é narrador, aborda essa evolução em sua segunda temporada.

A situação atual reforça os temores de que a democracia americana enfrenta um momento crítico, com líderes que buscam ampliar suas prerrogativas além dos limites constitucionais.