Em janeiro, cumpri a promessa de instalar o Linux no meu desktop. A ideia era testar até onde conseguiria usar um PC com esse sistema como principal, sem pesquisas extensas ou ajustes posteriores. Desde então, só abri o Windows duas vezes: uma para digitalizar um documento que não funcionava corretamente no Linux e outra para imprimir uma foto escolar em caráter de urgência.

Três meses se passaram até que eu escrevesse este relato. O motivo? Nada de grave aconteceu. Minha instalação do Linux deixou de ser novidade rapidamente e se tornou algo natural, sem atritos.

Por que a transição foi mais fácil do que o esperado?

O processo não exigiu horas de configuração ou solução de problemas. A maioria das tarefas diárias — navegação, edição de texto, reprodução de mídia — funcionou sem interrupções. Apenas duas exceções exigiram o uso do Windows, ambas pontuais e justificáveis.

O que mudou na rotina?

Estabilidade e desempenho: O sistema operacional se mostrou mais estável, com menos travamentos e atualizações menos intrusivas. O consumo de recursos também foi menor, mesmo em hardware modesto.

Privacidade e controle: A ausência de telemetria forçada e a liberdade para personalizar o ambiente foram diferenciais significativos para mim.

O que senti falta do Windows?

Praticamente nada. Os poucos softwares proprietários que utilizava tinham alternativas open source igualmente eficientes. Jogos e aplicativos específicos foram os únicos pontos que poderiam gerar dúvidas, mas, para um uso cotidiano, não fizeram falta.

Conclusão: após três meses, a experiência reforçou minha confiança no Linux como uma opção viável — e muitas vezes superior — para o dia a dia.