A plataforma X (antiga Twitter) entrou na Justiça para proteger o direito de anonimato de seus usuários contra os irmãos Andrew Tate e Tristan Tate. Os influenciadores de extrema direita, atualmente acusados de tráfico humano, buscam identificar críticos que os atacam em mais de uma dezena de contas nas redes sociais.

No ano passado, os irmãos Tate moveram uma ação judicial contra os responsáveis por mais de uma dúzia de perfis — vários deles operados sob pseudônimos — alegando participação em uma "teoria conspiratória" para difamá-los. Um tribunal da Flórida inicialmente rejeitou as acusações contra os réus não identificados, mas os irmãos apresentaram uma nova versão da denúncia, agora contra usuários identificáveis, além de uma ação específica contra a X, exigindo que a empresa revelasse os donos das contas anônimas.

A disputa jurídica destaca o embate entre o direito à privacidade online e a responsabilização por difamação. A X argumenta que a identificação de usuários anônimos violaria princípios fundamentais de liberdade de expressão e proteção de dados, enquanto os Tate buscam meios legais para processar aqueles que os acusam publicamente.