Um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) que atirou e matou Renee Good em Minneapolis, Minnesota, em 2021, foi transferido para outro estado e mantido em seu cargo, mesmo após fazer comentários ofensivos momentos antes de sua morte. Segundo relatos, Jonathan Ross, o agente envolvido, disparou contra Good três vezes — no braço, na cabeça e no peito — enquanto ela estava dentro de seu carro. Antes de morrer, ele teria dito: ‘puta’.
Apesar da gravidade do caso, Ross cumpriu apenas três dias de licença administrativa e retornou ao trabalho em uma função administrativa e investigativa. O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a apuração interna da agência só poderá prosseguir após o encerramento da investigação do FBI, o que pode prolongar ainda mais a impunidade do agente.
O caso de Ross já enfrentou diversos obstáculos. Em janeiro de 2024, seis altos funcionários do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) renunciaram em protesto contra a condução da investigação. Além disso, uma supervisora do FBI em Minneapolis também deixou o cargo após ser pressionada a interromper a apuração de direitos civis contra Ross. Embora o DOJ alegue que a investigação ainda está em andamento, a única consequência até agora foi o retorno do agente ao trabalho.
A demora e as controvérsias no caso levantam questionamentos sobre a transparência e a justiça nas investigações envolvendo agentes federais nos Estados Unidos. Enquanto isso, Ross segue atuando na agência, sem enfrentar punições pelo crime cometido.