O Dallas Cowboys recebeu uma notícia inesperada na semana passada: o wide receiver George Pickens decidiu aceitar o franchise tag, garantindo um contrato de um ano no valor de US$ 27,298 milhões.
A decisão gerou especulações sobre os motivos que levaram Pickens a abrir mão de negociações mais vantajosas. No entanto, o treinador Brian Schottenheimer descartou qualquer intenção de discutir o assunto com o jogador.
Em entrevista ao Dallas Morning News, Schottenheimer afirmou:
"Não vejo motivo para termos essa conversa. Não é isso que planejamos fazer."
Para o técnico, a escolha de Pickens é simples: o jogador ama o esporte e estaria disposto a jogar até por um dólar.
"Acho que, porque o George jogaria por um dólar, tanto quanto ama o futebol. Esses caras que amam jogar, amam jogar."
Embora Schottenheimer tenha uma visão otimista, especialistas enxergam a decisão de outra forma. Sem um acordo de longo prazo com os Cowboys e sem propostas de outras equipes que compensassem a perda de duas escolhas de primeira rodada, Pickens não teve muitas opções.
A única alternativa viável foi aceitar o franchise tag, mesmo que o valor esteja quase US$ 15 milhões abaixo do mercado. A estratégia parece clara: o jogador busca uma grande temporada em 2026 para, em seguida, renegociar o contrato em 2027.
Alguns questionam se Pickens participará do minicamp obrigatório no próximo mês. No entanto, especialistas acreditam que, ao aceitar o franchise tag agora, ele evita multas de quase US$ 100 mil que seriam aplicadas caso tivesse recusado a proposta inicialmente.
O gesto reforça o comprometimento de Pickens com a equipe. A expectativa é que ele esteja totalmente focado em 2026, buscando repetir seu desempenho de 2025 e deixar para trás as polêmicas de suas três temporadas no Pittsburgh Steelers.