Cathie Wood, fundadora e CEO da ARK Invest, construiu sua tese sobre o Bitcoin como uma camada monetária global, programável, sem fronteiras e resistente à inflação. No entanto, em recente entrevista ao The Rollup, ela admitiu que os stablecoins já ocupam o espaço que o Bitcoin almejava nos pagamentos internacionais, especialmente em mercados emergentes.
Wood destacou que as stablecoins, como o USDT, já dominam transações em países como Venezuela e Brasil, onde representam mais de 90% e 66% das atividades cripto, respectivamente. Segundo dados da TRM Labs, em março de 2026, stablecoins lastreados no dólar processaram US$ 274 bilhões em transações varejistas apenas por meio de provedores de serviços de ativos virtuais.
Enquanto os stablecoins absorveram o papel de meio de pagamento, o Bitcoin se consolidou em novos nichos: reserva de valor, alocação institucional e posicionamento macroeconômico. Dados recentes da CoinShares mostram que os produtos de investimento em cripto registraram influxos de US$ 1,2 bilhão na última semana, com o Bitcoin liderando com US$ 933 milhões.
O crescente interesse institucional no Bitcoin também é evidenciado pela compra de 3.273 BTC pela Strategy LLC em abril, elevando seu portfólio para 818.334 BTC. Além disso, o volume médio diário de contratos de futuros de cripto na CME aumentou 62% no primeiro trimestre de 2025, enquanto o interesse aberto cresceu 25%.
Para especialistas, enquanto os stablecoins dominam o uso cotidiano, o Bitcoin se fortalece como ativo estratégico para reservas e hedge inflacionário, atraindo cada vez mais investidores institucionais.