Um cão policial demonstrou desconfiança em relação a Cole Tomas Allen, o suspeito do ataque ocorrido durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca, segundos antes do incidente, conforme revelado por novas imagens de segurança. O vídeo, divulgado nesta quinta-feira (30) pela procuradora-geral do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, mostra Allen percorrendo o saguão do Hotel Washington Hilton horas antes do evento anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
Em publicação na plataforma X, Pirro afirmou:
"Hoje, estamos divulgando vídeo já apresentado ao Tribunal Distrital dos EUA, mostrando Cole Allen atirando em um agente do Serviço Secreto dos EUA durante sua tentativa de assassinar o presidente no Jantar de Correspondentes da Casa Branca. Não há evidências de que o disparo tenha sido resultado de fogo amigo. O vídeo também mostra Allen observando a área no Hilton no dia anterior ao ataque. Minha equipe, em conjunto com o FBI, continuará esta investigação extensiva para levar Cole Allen à justiça."
O momento mais crítico, entretanto, ocorreu segundos antes de Allen sair correndo de uma porta, rompendo a segurança. Nas imagens, é possível observar o cão policial demonstrando sinais de alerta enquanto os agentes desmontavam um detector de metais. Pouco depois, o suspeito, identificado pela procuradoria, surgiu armado e correu em direção à saída.
Reações nas redes sociais
Usuários da internet destacaram a capacidade do animal em detectar perigos antes dos humanos. Um internauta escreveu:
"Uma regra de ouro para a vida: ESCUTE O SEU CACHORRO!!!!!!!!!!!!"Outro comentou:
"O cachorro sabia antes de qualquer um! Confio mais nos instintos do meu cachorro do que em qualquer pessoa na Terra."Um terceiro acrescentou:
"Cães muitas vezes têm uma capacidade incrível de perceber humanos melhor do que os próprios humanos."
Detalhes do caso e acusações
Esta atualização ocorre três dias após Allen, preso imediatamente após o ataque durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca, ter sido indiciado por tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump. Ele responde por três acusações criminais, incluindo a tentativa de assassinato, que pode resultar em prisão perpétua. Allen ainda não apresentou defesa para as acusações de assassinato e porte ilegal de arma.
Antes do ataque, o suspeito teria enviado mensagens à família se autodenominando "Assassino Federal Amigável". Além disso, teria divulgado um manifesto no qual pediu desculpas a pais, alunos, colegas e outras pessoas, mencionando também vítimas de abusos e violência. No texto, Allen afirmou:
"Sou cidadão dos Estados Unidos da América. O que meus representantes fazem reflete em mim. E eu não aguento mais."