O deputado federal da Flórida Cory Mills, ligado ao movimento MAGA, ameaçou ligar para a então procuradora-geral do estado, Pam Bondi, enquanto era interrogado pela polícia de Washington sob acusação de agressão física contra uma mulher em fevereiro de 2025.

Imagens de câmeras corporais obtidas pelo The Washington Post mostram policiais respondendo a uma denúncia de agressão em um bar de hotel. A vítima, visivelmente alterada, mostrou hematomas nos braços e marcas no rosto, alegando ter sido agredida pelo deputado. Após receber uma ligação, ela mudou seu depoimento, afirmando que as marcas eram de uma viagem e que "se machuca com facilidade".

Durante o interrogatório, Mills tentou ligar para Bondi, mas foi impedido pelo policial Richard Mazloom, que o advertiu:

"Eu me aproximei de você uma vez; se fizer de novo, será para algemar você. Se eu disser para não ligar, não faça isso."

Mills também expressou medo de que as acusações fossem politizadas por causa de sua filiação partidária, chamando o caso de "armação" que o arrastaria para um "atoleiro".

Após a mudança no relato da vítima, o caso foi reclassificado como distúrbio doméstico pela polícia local.

Investigação ética na Câmara

Este incidente faz parte de uma investigação ampla da Comissão de Ética da Câmara contra Mills, iniciada em novembro de 2024. Sua ex-namorada o acusou de ameaçar chantageá-la com imagens íntimas e de prometer violência contra futuros parceiros dela.

O The Washington Post não identificou a mulher nas imagens, portanto, não há confirmação se é a mesma pessoa que fez as acusações de chantagem.

Contexto político e casos similares

O caso ocorre em meio a outras investigações envolvendo congressistas. O deputado democrata Eric Swalwell e o republicano Tony Gonzalez renunciaram após denúncias de agressão sexual.