Casa Branca deve acelerar implementação da estratégia de cibersegurança

O diretor nacional de cibersegurança dos Estados Unidos, Sean Cairncross, afirmou nesta quarta-feira (15) que a Casa Branca deve emitir novas ordens executivas como parte da implementação da estratégia nacional de cibersegurança. A declaração foi feita durante evento da Semafor.

A estratégia, publicada no mês passado, já previa a publicação de diretrizes de implementação. No entanto, colaboradores do Congresso e especialistas no setor aguardavam com expectativa por ações concretas do governo Trump para complementar o plano.

Ordem executiva sobre fraudes cibernéticas já foi publicada

No dia 6 de março, a administração Trump publicou uma ordem executiva focada em fraudes, que também abordou questões relacionadas a cibercrimes. Cairncross reforçou que a estratégia está em andamento e que mais ações devem ser anunciadas em breve para alinhar-se aos objetivos estratégicos.

Ele citou como exemplo a primeira condenação sob a Lei Take It Down, sancionada pela primeira-dama Melania Trump. A lei visa combater imagens sexualmente explícitas geradas por IA sem consentimento, ameaças violentas e ciberassédio. A condenação ocorreu na semana passada.

Estratégia prioriza consequências para hackers estrangeiros

Um dos pilares da estratégia é impor consequências a adversários que realizam ataques cibernéticos contra alvos nos EUA. Questionado se o presidente Donald Trump abordaria o tema de hacking chinês durante sua visita a Pequim no próximo mês, Cairncross não deu uma resposta direta.

“Quando vemos ações como o posicionamento prévio em infraestruturas críticas, isso é algo que precisa ser abordado.”

Ao ser pressionado se isso significaria que o ciberespaço estaria na agenda da visita, Cairncross respondeu: “Eu esperaria que a segurança e o bem-estar do povo americano fossem a prioridade máxima, como sempre foi para o presidente.”

Inteligência artificial e riscos cibernéticos

Cairncross destacou a capacidade dos EUA de desenvolver modelos avançados de IA, como o Claude Mythos da Anthropic, em vez de depender de rivais como China ou Rússia. Ele reconheceu discussões internas sobre os riscos e benefícios do uso de IA no ciberespaço, especialmente em relação a modelos como o Mythos, considerado um dos mais discutidos atualmente.

“Do ponto de vista da Casa Branca, trabalhamos em estreita colaboração com a indústria”, afirmou. “Tivemos uma colaboração constante com empresas de modelos de IA em toda a interagência para garantir que estamos avaliando e atuando de forma adequada.”

O diretor não antecipou detalhes sobre futuros planos de implementação, mas afirmou que eles devem ser anunciados “em breve”.