Quase uma década depois de romper publicamente com Marilyn Manson, a atriz Evan Rachel Wood revelou que ainda enfrenta consequências graves por suas acusações de abuso e manipulação. Em entrevista ao The Times of London, publicada na sexta-feira (13), ela afirmou que continua sendo alvo de perseguições, tentativas de phishing em seus dispositivos e ligações incessantes.

Wood acusou Manson — cujo nome real é Brian Warner — de ter exercido controle extremo sobre sua vida durante o relacionamento, que durou de 2006 a 2011. Segundo ela, Manson monitorava seus horários de sono, roupas e refeições, além de ter assistentes que a seguiam para enviar fotos de suas atividades. Em depoimento ao Congresso em 2018, a atriz já havia testemunhado sobre os danos causados pelo abuso sofrido.

Em 2021, Wood publicou no Instagram que Manson a teria aliciado quando ela tinha 18 anos e a submetido a abusos por anos. Na ocasião, ela declarou:

"O nome do meu agressor é Brian Warner, também conhecido como Marilyn Manson. Ele começou a me aliciar quando eu era adolescente e me abusou horrivelmente por anos. Fui manipulada e subjugada. Não vivo mais com medo de retaliação, difamação ou chantagem. Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitiram agir, antes que ele destrua mais vidas."

Manson respondeu às acusações na época, afirmando em comunicado que suas relações íntimas sempre foram consensuais. Wood e Manson se conheceram quando ela tinha 18 anos e ele estava na casa dos 30. O relacionamento, marcado por noivado em 2010, terminou após anos de idas e vindas.

Em seu depoimento mais recente, a atriz detalhou como o círculo de Manson funcionava como uma célula de culto, dificultando sua saída e silenciando vítimas. Ela alegou ainda que membros desse grupo tentaram chantageá-la. "Você está enfrentando um sistema inteiro — o que torna tudo duas vezes mais difícil de sair e duas vezes mais assustador falar", declarou.

Wood participou do documentário The Narcissist’s Playbook, que aborda casos de abuso por figuras narcisistas. Sua luta contra as consequências do relacionamento com Manson reforça a importância da Lei de Direitos das Vítimas de Agressão Sexual, que ela ajudou a aprovar em 2018.

Fonte: The Wrap