WASHINGTON — David Morens, ex-assessor sênior do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos, foi indiciado nesta terça-feira (13) sob a acusação de ter ocultado registros solicitados por meio da Lei de Liberdade de Informação (FOIA).

Segundo documentos judiciais apresentados por representantes da administração Trump, Morens teria não apenas escondido, mas também falsificado registros para influenciar discussões sobre a origem do vírus que desencadeou a pandemia de Covid-19. Além disso, o ex-funcionário teria recebido benefícios indevidos, como vinhos e convites para refeições em restaurantes de alto padrão.

Morens atuou como principal assessor do ex-diretor do NIAID, Anthony Fauci, que não é mencionado diretamente na acusação. O caso levanta novas questões sobre a transparência em órgãos públicos durante a gestão da crise sanitária.

Detalhes do indiciamento:

  • Acusações: Obstrução de investigações, falsificação de registros e recebimento de vantagens indevidas.
  • Contexto: Os registros ocultados estavam relacionados a pedidos de acesso a informações sobre a origem da Covid-19.
  • Benefícios recebidos: Vinhos e refeições em estabelecimentos de luxo.

O processo judicial ainda está em andamento, e as investigações continuam para apurar possíveis envolvimentos de outros agentes públicos.