Denúncia revela uso indevido de memorial para arrecadação política
O ex-presidente do Kennedy Center, Ric Grenell — indicado pela administração Trump —, promoveu um pedido de doações durante um memorial realizado em 7 de outubro, segundo denúncia do ex-funcionário Josef Palermo. A ação, classificada como inadequada, teria ocorrido em um momento de grave crise financeira e desvio da missão original da instituição.
Colapso financeiro e interferência política
Palermo, que atuou internamente no Kennedy Center, afirmou que a situação da instituição vai além de reformas anunciadas publicamente. Em entrevista ao Bulwark, ele detalhou como a gestão Grenell acelerou a deterioração da entidade:
«Não se tratava apenas de obras. Havia um colapso financeiro, interferência política constante e uma mudança radical na missão do Kennedy Center. Em poucos meses, a instituição passou de um modelo cultural sólido para uma estrutura em frangalhos.»
Práticas questionáveis
Entre os problemas apontados pelo denunciante estão:
- Elevação abusiva de preços de ingressos (chegando a centenas de milhares de dólares);
- Uso de eventos solenes para captação de recursos;
- Desvio de verbas destinadas a programas culturais;
- Falta de transparência na gestão.
Resposta da administração e consequências
Grenell e a equipe de Trump justificaram as ações como parte de um plano de revitalização. No entanto, Palermo contestou essa versão, alegando que as reformas eram apenas uma cortina de fumaça para ocultar problemas estruturais. A denúncia levanta dúvidas sobre o uso de recursos públicos e a gestão de instituições culturais nos EUA.
Impacto e cobranças por mudanças
O caso reforça críticas à politização de órgãos culturais e à falta de accountability em nomeações políticas. Especialistas exigem investigações independentes para apurar desvios e garantir a preservação da missão original do Kennedy Center.