A decisão do PeaceHealth, sistema de saúde sem fins lucrativos, de abandonar o plano de substituir médicos de emergência em hospitais de Oregon por uma cadeia nacional de profissionais foi anunciada na última quarta-feira (15). A mudança de rumo ocorreu após forte reação contrária e uma ação judicial, que apontava irregularidades no projeto.
A proposta inicial, anunciada em fevereiro, previa o fim do contrato com a Eugene Emergency Physicians, grupo local que atendia os hospitais da região há 35 anos. A decisão gerou protestos de médicos, enfermeiros, legisladores, prefeitos e associações de medicina de emergência.
Em 20 de março, os médicos de Eugene entraram com uma ação judicial, alegando que o plano do PeaceHealth de contratar a ApolloMD, cadeia nacional com sede em Atlanta, violava a Lei SB 951 do Oregon. A legislação proíbe que organizações de serviços gerenciados (MSOs) possuam diretamente práticas médicas ou interfiram em decisões clínicas.
Segundo Hayden Rooke-Ley, advogado que representou os médicos e membro sênior do American Economic Liberties Project, o juiz responsável pelo caso deixou claro em quatro audiências que o plano da PeaceHealth violava a lei estadual. A decisão final, portanto, foi evitar uma derrota judicial iminente.