O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou, nesta sexta-feira (13), um segundo acordo com o ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump, Michael Flynn. O documento, protocolado na Corte Federal de Reclamações dos EUA, indica que as partes chegaram a um acordo em princípio, mas ainda precisam finalizar os detalhes.
O valor exato a ser pago não foi revelado. Em setembro, o DOJ já havia concordado com um pagamento de US$ 1,25 milhão a Flynn, referente a uma ação judicial movida por ele contra o governo. Agora, o novo acordo diz respeito a uma demanda civil apresentada pelo ex-assessor, que alega que o Exército dos EUA teria retido indevidamente parte de sua aposentadoria militar.
A justificativa de Flynn é que a retenção ocorreu após o governo constatar que ele teria recebido compensações de fontes estrangeiras sem a devida autorização do Departamento de Defesa, conforme relatou a jornalista Anna Bower, da Lawfare, em sua coluna no Substack.
Flynn também já havia processado o governo anteriormente, alegando perseguição política. Ele afirmou ter sido injustamente processado por supostas declarações falsas a agentes federais durante a investigação sobre a interferência russa na eleição de 2016. Embora tenha se declarado culpado duas vezes por mentir, Flynn manteve sua narrativa de que foi alvo de uma trama política.
O novo acordo reforça as tensões entre o governo atual e aliados de Trump, além de reacender debates sobre o uso de recursos públicos em casos judiciais envolvendo figuras políticas.